Fase 02 · Prompt engineering
Prompt engineering na prática
Escrever instruções que produzem código certo na primeira ou segunda tentativa — contexto de negócio antes de código.
2.1 Anatomia de um bom prompt
Todo prompt de desenvolvimento tem quatro partes. Se faltar uma, a IA preenche com suposição:
- Contexto — onde no sistema, qual módulo, qual regra de negócio.
- Objetivo — o resultado de negócio, não só o artefato técnico.
- Restrições — integrações existentes, padrões do projeto, o que não tocar.
- Formato esperado — arquivo, teste, plano, diff, explicação.
2.2 Explique o objetivo antes do código
Assim não
"Crie um serviço que calcula impostos."
Assim sim
"No módulo billing, precisamos de um serviço que calcule impostos para notas fiscais. Ele deve usar a integração existente com o Stripe e seguir as boas práticas do projeto para integrações."
A segunda versão ancora a IA no módulo certo, reaproveita a integração existente e aponta para o padrão do projeto (ex.: INTEGRATION-GUIDELINES.md).
2.3 Os cinco cuidados
O que evitar
- Pedir código sem explicar o contexto do negócio
- Fazer pedidos genéricos como "refatora esse código"
- Tentar resolver tudo em um único prompt gigante
- Aceitar código gerado sem revisar
- Usar termos vagos como "otimize" ou "melhore" sem explicar
2.4 Técnicas que funcionam
- Decomponha: uma tarefa grande vira uma sequência de prompts pequenos e verificáveis.
- Peça o plano antes do código: "antes de implementar, me mostre o plano" (a Fase 3 formaliza isso com Plan Mode).
- Dê exemplos (few-shot): mostre um arquivo do projeto que já segue o padrão desejado e peça "como este".
- Aponte arquivos e caminhos reais:
src/billing/stripe.service.tsvale mais que três parágrafos de descrição. - Itere explicando o porquê: quando vier errado, diga por que está errado, não só "conserta".
Checklist da fase
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